‘Persépolis’, de Marjane Satrapi

Li Persépolis há algumas semanas e o livro ainda não me saiu da cabeça. Tanto que ainda não consegui começar nenhuma nova grande leitura. Basicamente tenho passado o tempo que poderia estar lendo outros livros pesquisando elementos do Persépolis: Irã, cultura iraniana, obrigatoriedade do uso do véu para as mulheres, revolução e ditadura.

Persépolis é o relato em forma de história em quadrinhos de Marjane Satrapi, ilustradora e escritora iraniana. Nele, Marjane conta sua história e consequentemente um pouco da história do Irã por meio de desenhos de seu próprio traço. O título é uma referência à denominação da antiga capital do império persa, onde hoje está situado o território do Irã.

A história do Oriente Médio me instiga. Pelo choque cultural com o Ocidente, onde nasci e me criei e donde nunca saí. A história de Marjane, especificamente, me seduz e desperta curiosidade por ela ser uma transgressora dos limites da ditadura iraniana e uma questionadora dos ditames.

O traço de Marjane traduz a atmosfera de animosidade do Irã em tempos ditatoriais e conta as agruras de uma sociedade repressora onde ela não se encaixava e tentava subverter. Em quadrinhos ela relata situações, confusões, suas retiradas do país e a dificuldade de se encontrar em culturas mais permissivas, o retorno ao Irã, as mudanças políticas, seus dramas pessoais, casamento, separação, faculdade, trabalho, encontros e desavenças.

Em 2007 o livro virou filme de animação também no traço de Marjane. No mesmo ano foi indicado ao Oscar de melhor filme de animação, mas acabou perdendo a estatueta para Ratatouille.

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