‘Drive’, de Nicolas Winding Refn

‘Drive’ é extasiante, para se dizer o mínimo.

Quem assina esse grandioso filme de ação é o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, vencedor do prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 2011. ‘Drive’ é a primeira produção de destaque de Refn.

O enredo é simples e baseado no livro homônimo de James Sallis: Um motorista (que curiosamente não tem seu nome mencionado, interpretado por Ryan Gosling) que trabalha como mecânico de carros, dublê de filmes de ação e também dirige para assaltantes durante suas fugas – sem no entanto envolver-se nos crimes – conhece Irene e seu filho Benicio. Surge um clima leve entre os dois, mas antes que aconteça alguma coisa Irene conta ao motorista que o pai de Benicio, Standard, está na prisão, de onde rapidamente volta devendo dinheiro a uma gangue. Na tentativa de ajudar Standard, o motorista se mete num circo de ciladas e mentiras. A partir daí ele não mede esforços para proteger Irene e Benício de acordo com seu próprio código de conduta.

Drive é impregnado das marcas cinematográficas dos anos 80. O visual oitentista está presente na tipografia dos créditos iniciais, no figurino dos personagens, nos carros e letreiros rosa-neon e de forma muito ostensiva na trilha sonora assinada por Cliff Martinez, ex-baterista do Red Hot Chilli Peppers. A música do filme é orquestrada por nomes como Kavinsky, College, Electric Youth e Desire.

O filme é sanguinolento, tenso. Os diálogos são curtos, o silêncio é preponderante, a movimentação dos acontecimentos é de prender a respiração.

Filmão daqueles que faz você querer sair do cinema e assisti-lo novamente logo em seguida.

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