‘A Brincadeira Favorita’, de Leonard Cohen

Leonard Cohen é um cantor, compositor e poeta de origem canadense amplamente conhecido pelo mundo afora. ‘A Brincadeira Favorita’ é seu primeiro romance traduzido no Brasil.

Minha curiosidade pelo livro de Cohen nasceu do fato de ele reunir duas das coisas que mais gosto – música e livros – em sua produção artística. Conheço um pouco dele como cantor, e animei-me para descobrir o que ele era capaz de fazer com uma caneta e um papel.

‘A Brincadeira Favorita’ conta de forma não linear a história de Lawrence Breavman desde sua infância até seu amadurecimento como poeta. Diz-se que Lawrence é uma espécie de alter ego de Leonard Cohen. Depois da morte precoce do pai, Lawrence é sufocado pelos cuidados de uma mãe controladora. Nesse contexto passam-se os dias e ele descobre, sempre na companhia do amigo Krantz, a arte, a dor, as paixões pelas mulheres e o corpo feminino, as perdas e as desilusões. O livro versa principal e basicamente sobre a juventude e as descobertas que lhe são inerentes.

O livro é dividido em quatro partes compostas por capítulos curtos. A narrativa é apressada, característica que não a torna superficial. Cohen é habilidoso com as palavras. Horas o relato se faz melancólico, horas irônico, horas é um gracejo leve.

O livro tem passagens belíssimas, sensíveis, dignas de grifo. A escrita de Cohen é distinta, singular, de uma agradável surpresa. Vale a pena deslizar os olhos sobre ‘A Brincadeira Favorita’ e descobrir a vertente literária do cantor Leonard Cohen.

Ps: Ainda há no livro um prefácio-orelha escrito por Daniel Galera, um dos grandes escritores brasileiros contemporâneos. Um dos meus favoritos.

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