‘Respiração Artificial’, de Ricardo Piglia

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Ricardo Piglia é um dos grandes nomes da literatura argentina. O escritor despertou minha curiosidade por produzir uma literatura que transita entre a crítica e a ficção, além de ser fortemente influenciado por Jorge Luís Borges, um dos meus autores argentinos favoritos. (Resenhei um livro de Borges aqui: http://marinasolon.com/o-livro-de-areia-de-jorge-luis-borges/).

‘Respiração Artificial’, o primeiro livro de Piglia que me caiu nas mãos, foi lançado em 1980 e recebeu o prêmio Boris Vian de romance em 1981. A narrativa começa em 1976, ano em que os militares tomaram o poder na Argentina e instauraram uma ditadura que se estenderia pelos próximos sete anos.

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‘Um erro emocional’, de Cristovão Tezza

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Só agora me permiti o deleite da leitura de ‘Um erro emocional’, de Cristovão Tezza. Antes dele havia me apaixonado pela escrita detalhista e fluida do autor lendo ‘O filho eterno’ (o-filho-eterno-de-cristovao-tezza) e tive meu breve momento de descontentamento com o escritor curitibano (que na verdade nasceu em Lages e criou-se em Curitiba) lendo ‘Beatriz’ (beatriz-de-cristovao-tezza).

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‘O que deu para fazer em matéria de história de amor’, de Elvira Vigna

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‘O que deu para fazer em matéria de história de amor’ me atraiu pela aparente despretensão que carrega no título. Imaginei que se tratasse de uma história onde a narradora estivesse exaurida de escrever sobre amores perfeitos, ou que tivesse uma história de amor da melhor qualidade pra contar mas não sabia qual a melhor forma de fazê-lo. Para tirar a dúvida do que se tratava o livro, arranquei-o da prateleira da livraria e o trouxe para casa.

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‘O Torreão’, de Jennifer Egan

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Jennifer Egan é ousada, para dizer o mínimo. Escreve uma ficção não óbvia, empolgante e inovadora. Ela é autora do aclamadíssimo ‘A visita cruel do tempo’, livro que venceu o prêmio Pulitzer de Ficção de 2011, além do prêmio National Book Critics Circle Award do mesmo ano. (Resenhei ‘A Visita’ aqui: a-visita-cruel-do-tempo-de-jennifer-egan).

‘O Torreão’, mais recente livro da autora lançado pela editora Intrínseca, na verdade veio antes de ‘A Visita’. ‘O Torreão’ foi lançado em 2006 nos Estados Unidos.

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‘Sonhos de Trem’, de Denis Johnson

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‘Sonhos de Trem’ tem parcas 88 páginas que me foram um verdadeiro suplício terminar de ler por inteiro. Nunca antes um livro tão fininho me deu tanto trabalho para ser lido. Não que tenha levado muito tempo. Poucas horas de leitura e ele deu-se por encerrado. A questão é: não lembro de ter lido este ano um livro tão insosso. ‘Sonhos de Trem’ faz oficialmente companhia ao igualmente sem sabor ‘Carta a D’, livretinho de André Gorz que resenhei aqui: http://migre.me/9uBLz.

Denis Johnson é um escritor alemão que nesta obra se propôs a contar uma história bem simples: Robert Grainier é um madereiro tímido e recluso que constrói trilhos de trem em cidadelas nos Estados Unidos dos anos 20. Ele tem uma vida simples e pacata até que perde a mulher e a filha num grande incêndio que destrói sua casa. A partir de então Grainier atravessa seus dias lidando com os vazios deixados pela morte inesperada de sua família.

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